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Debate valoriza papel da imprensa na integração do Mercosul

Segunda-feira, 21 de novembro de 2005

O presidente da Radiobrás, Eugênio Bucci, iniciou os debates do Painel sobre o papel da imprensa na consolidação do Mercosul. Bucci disse que hoje o direito de informação do cidadão se coloca no alto da pirâmide de valores e que o relacionamento das instituições públicas de comunicação com os poderes públicos deve priorizar a livre formação do cidadão. Ele fez também considerações sobre a idéia de censura e a indústria das indenizações. Segundo o presidente da Radiobrás, não se pode tolerar a censura entendida tecnicamente como exame prévio mas, por outro lado, a seleção dos assuntos que serão publicados e o debate franco nos jornais não caracteriza censura.

Bucci falou, ainda, sobre o papel dos jornais na integração do Mercosul e citou iniciativas importantes no mesmo sentido como a criação dos Diários de América. “Nós podemos buscar com mais atenção noticiar aquilo que nos interessa como povos irmãos”, ressaltou. Destacou também a contribuição da nova TV Brasil, resultado de acordo “inédito” entre os três poderes da República e que será aberta em breve durante o Encontro das Nações das Comunidades Americanas.

Em seguida, também contribuiu para o debate do primeiro painel da tarde o diretor do Núcleo de Estudos Internacionais da Universidade Nacional Três de Fevereiro na Argentina, professor Félix Pena. Inicialmente, o professor fez uma reflexão sobre o Mercosul em relação aos três fenômenos – o Mercosul como lugar, processo de integração e marca, elemento de identidade de uma região. Tudo isso está relacionado, segundo o debatedor, com a idéia de liberdade de expressão, e que é função da imprensa no Mercosul, de canalizar demandas, expectativas, interesses “por onde sopra o vento”, assinalou. Afirmou que o Mercosul como processo tem sérios problemas de imagem, de legitimação social e que complicam a vida do jornalista. Ressaltou, por fim, que uma sociedade democrática do século XXI é uma sociedade “fanaticamente transparente” e que o Mercosul tem problemas de transparência e de marketing que precisam ser resolvidos.

O debate foi aberto aos integrantes do painel e em seguida ao público. A ministra Ellen Gracie, vice-presidente do Supremo e coordenadora-geral do evento, finalizou as discussões ressaltando que o ponto básico comum entre o Judiciário e a imprensa é a busca da verdade.

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