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Presidente do Uruguai visita o Supremo

Sexta-feira, 01 de abril de 2005

A harmonização dos sistemas judiciários brasileiro e uruguaio e o fortalecimento do Mercosul foram alguns dos temas tratados pelo presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, e o presidente do Supremo, ministro Nelson Jobim, na manhã desta sexta-feira (1º/4), no Salão Nobre da Corte. Esta é a primeira visita ao exterior feita por Vázquez desde que assumiu a presidência do Uruguai, em 1º de março.

Jobim elogiou a tranqüilidade do processo eleitoral no Uruguai, que, em outubro do ano passado, rompeu a longa tradição de alternância de poder entre apenas dois partidos, o Blanco e o Colorado. O ministro, que é gaúcho, lembrou que o país vizinho sempre foi uma referência jurídica, e que a Escola de Direito do Uruguai influencia o Rio Grande do Sul, principalmente na área processual.

Ele destacou, ainda, o entrosamento entre os governos de Lula e de Vázquez, o que considera fundamental para que se tenha um sólido bloco latino-americano. “Quanto mais avançarmos na integração, mais teremos segurança jurídica”, enfatizou, afirmando que esta é indispensável para os investimentos de longo prazo.

O presidente do Uruguai, por sua vez, ressaltou a importância do estreitamento das relações bilaterais e do aprofundamento da integração não só econômica, mas também política, social, cultural e científica do Mercosul.

Em apenas um ponto, Jobim disse que as divergências entre os dois países são inevitáveis: no futebol. “Em uma coisa não podemos concordar: um dia, o Brasil vai ser vitorioso no Estádio Centenário”, brincou, já que a seleção brasileira não ganha uma partida da seleção uruguaia no estádio de Montevidéu desde 1976.

Ao final do encontro, Vázquez presenteou o ministro com um livro sobre a “historia del mate”, a bebida típica do país dele, conhecida no Rio Grande do Sul como chimarrão e consumida diariamente por Jobim. Em troca, o ministro entregou uma luxuosa edição da Constituição Federal ao presidente uruguaio.

Em conversa com os jornalistas, após o encontro, Jobim ressaltou que “é importante um entendimento principalmente se considerando que há grandes interesses, em relação à questão judiciária, com as fronteiras não só do Uruguai, como também da Argentina, do Paraguai e de outros países da América Latina”. “Precisamos criar um modelo que possa estabelecer um processo de integração processual entre os Estados da região”, completou.

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